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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"ERASMUS" foi uma aventura alucinante!


É engraçado como os nossos maiores erros podem acabar por se tornar os nossos maiores acertos…

Para quem não sabe, chamo-me Bárbara Corby, tenho vinte anos e há seis meses atrás tomei a decisão de mudar-me para Roma durante seis meses, através do programa ERASMUS. Vim para cá essencialmente para estudar a língua, conhecer uma cultura e um lugar novo. Mas parecendo que sim, não é tão fácil assim.

Não é tão fácil assim de um dia para o outro mudar de país, sem família, sem amigos, sem ninguém, sem sequer saber onde vamos morar ou aquilo que vamos encontrar. Mas isso era exactamente aquilo que eu precisava naquele momento. Se eu nunca admiti isto para ninguém, hoje admito aqui, até para mim, que esta foi sim uma oportunidade de fuga, de me desencontrar para um dia poder me encontrar novamente.

Eu precisava estar longe de tudo que eu conhecia e tomava por garantido, para poder olhar as coisas de fora e com mais clareza.
Quando se têm vinte anos, começamos a ser obrigados a tomar decisões… O que vamos fazer depois? Enquanto estamos a estudar e a fazer o nosso curso, somos estudantes, ninguém realmente olha para nós. Mas e depois? Eu optei por aprender fazer aquilo que eu mais gostava, optei pela profissão na qual eu seria uma profissional realizada. Mas reparem bem,”uma profissional sem um emprego” é o quê mesmo? Esta era só uma das ENORMES preocupações que passava pela cabeça de uma rapariga como eu. Depois desta ainda existiam outras preocupações GIGANTES que incrivelmente foram se tornando cada vez mais pequenas e insignificantes.

Bem então eu entendi, que quando fugimos os problemas também fogem connosco (na verdade eles são nossos (a/ini)migos inseparáveis). A verdade é que durante as vinte quatro horas do dia, havia aquelas em que eu estava a descobrir uma nova vida, a tentar entender uma língua nova, a conhecer novas pessoas, em que tudo era uma novidade na qual eu ainda estava a tentar entender o meu lugar. Mas depois, quando deitas a cabeça na almofada tudo volta, voltam os pensamentos, voltam as dúvidas, as raivas e a vontade de esquecer. Esta acho que nem que lhe batesse durante horas ela ia embora… Até que um dia esqueces-te de tentar esquecer. É aí que percebes que o teu objectivo começa a ser cumprido. Começas finalmente a encontrar-te e a entender o que realmente importa.

Em ERASMUS aprendi principalmente que quantas maiores as dificuldades, maiores são os objectivos cumpridos e maiores as vitórias alcançadas. Conheci pessoas incríveis e outras, que em poucos meses, quanto tiveram que me oferecer uma pequena lembrança, ofereceram-me exactamente aquilo que eu compraria! Conheci pessoas que mudaram a minha vida, que me fizeram querer alcançar novos objectivos. Aprendi sobretudo a conviver. Comprovei que a tão famosa “Fontana di Trevi” tem sim a sua magia e senti saudades, saudades que não se acabavam mais!

Claro que não me podia esquecer de agradecer aos meus pais e à minha família por terem tornado esta experiência possível.

Agora é hora de voltar à realidade. Mas volto com a sensação de dever cumprido, de que encontrei tudo aquilo que vim à procura. É por isso que vos digo sinceramente que Roma foi uma aventura inesquecível e alucinante, que com certeza trouxe novos mundos ao meu Mundo!

 

 
 
 
 
*No meu blog, podem ver um bocadinho desta minha viagem, e se estiverem na dúvida de embarcar nesta aventura ou não, não hesitem. Não se vão arrepender!

domingo, 7 de outubro de 2012

Sem ilusões...

Mal chegues a Roma, é indispensável estares nos grupos ERASMUS do Facebook (que para dizer a verdade é insispensável para quase tudo hoje em dia). Através destes grupos és convidado para as festas ERASMUS que também é crucial que vás a todas, pelo menos no ínicio.

Quer dizer, é a melhor maneira de conheceres pessoas, e mesmo que estejas sozinho...há lá mais umas 100 pessoas na mesma situação do que tu, com a mesma vontade de falar contigo, que a tua de falar com eles. Por isso, deixa a timidez de lado e prepara um dialecto novo (um pouco de português, um pouco de espanhol, outro de inglês.. :P).

Também pode acontecer de encontrares portugueses por acaso no autocarro, ou na rua, quando eles esbarram em ti e dizem "Com licença!", (nessas alturas sentes-te quase em casa. :)




Mas não criem ilusões, depois das festas ERASMUS, das pessoas incríveis que conhecemos aqui, da sensação do "tudo novo", também há aqueles dias em que tudo corre mal, que sentimos saudades de tudo e de todos, e que se passasse um camião do lixo a dizer "vou para Portugal", ias de boleia!

Aí agradeces  100000 vezes aos criadores do Facebook, Skype, Viber por tornarem as distâncias um bocadinho menores. E eu pessoalmente...rumo á Via del Corso! :P


Hora de apontar:

Considerações 3:
 
- em Roma ninguém sabe conduzir
- corre-se perigo de vida quer a passar na passadeira, quer fora dela
- as palavras mais ouvidas são "scusi" e "prego"
- os melhores restaurantes para comer uma pizza "boníssima" são aqueles que ninguém conhece
- há muito mais motas que carros em Roma
- em Roma autocarros não se pagam, parvos são aqueles que compram bilhete (1 em 10000). Não há controle. Ou seja em contenção de custos, esquece-se o metro, só autocarros :P
- há discotecas em que não se pode sair com um copo de plástico :/
- em cada 5 pesssoas há um Iphone
- aqui mudamos a nossa concepção do que é caro ou barato. Uma cerveja por 2 euros, passa a ser baratíssimo!
- Nos supermercados Tuodi, as coisas são mais ou menos o mesmo preço que em Portugal
- As caixas multibanco só pedem o pin do cartão no final de todas as opções
- O cartão de telemóvel mais utilizado é o wind
 
 
Arrivederci!